A HID divulgou seu relatório sobre o estado da segurança e identidade em 2026, baseado em entrevistas com mais de 1.500 profissionais de segurança e TI, usuários finais e parceiros do setor. O estudo indica que 73% dos respondentes colocam o gerenciamento de identidade como prioridade máxima, à frente de outras categorias avaliadas. Segundo o levantamento, a consolidação de sistemas físicos e digitais em plataformas unificadas deixou de ser tendência e passou a orientar o planejamento estratégico das organizações.
O relatório mostra que 75% das empresas já implantaram ou estão avaliando soluções de identidade unificada, que integram acesso a edifícios, redes e aplicações. Ao mesmo tempo, 51% apontam restrições orçamentárias como principal obstáculo, seguidas por complexidade técnica e lacunas de conhecimento. A integração entre sistemas físicos e digitais também aparece como desafio recorrente, citado por 37% dos entrevistados.
Adoção de credenciais móveis
Metade dos participantes afirma que a principal motivação para a migração é o aumento da segurança, superando a conveniência. Ainda assim, 84% mantêm credenciais físicas em ambientes híbridos. No campo da biometria, 45% consideram a tecnologia estratégica, com predominância de impressão digital e reconhecimento facial. As preocupações com ética e privacidade cresceram de 31% para 67% em um ano, segundo o estudo.
Soluções de localização em tempo real são prioridade para 42% dos usuários finais, com 40% relatando implantações ativas, sobretudo em saúde, manufatura e logística. Custos, privacidade e integração aparecem como principais barreiras. Já a RFID é utilizada por 54% dos entrevistados para rastreamento de ativos, gestão de estoque e prevenção de perdas.
Para Ramesh Songukrishnasamy, vice-presidente sênior e CTO da HID, os dados indicam que as organizações enfrentam pressão para modernizar infraestrutura de acesso ao mesmo tempo em que ampliam mecanismos de governança e controle. O relatório aponta que decisões sobre identidade estão cada vez mais vinculadas à gestão de risco e à conformidade regulatória.
O estudo reúne respostas de setores como saúde, educação, governo, finanças, manufatura e infraestrutura crítica. De acordo com a empresa, o levantamento busca mapear como organizações estão distribuindo investimentos e estruturando políticas diante da convergência entre ambientes físicos e digitais, em um cenário no qual identidade passa a ser elemento central das estratégias de segurança.
