Quase seis em cada dez brasileiros já sofreram tentativas de fraude online, e 52,4% efetivamente foram vítimas de golpes. Os números fazem parte de um levantamento que também mostra aumento das tentativas em sites de compras, que subiram de 41,8% em 2024 para 45,2% em 2025, e no Pix, que passou de 18,6% para 22,2%.
A pesquisa foi realizada pela Koin, fintech especializada em soluções de pagamento digital e prevenção a fraudes em e-commerce. O estudo indica ainda que os golpes via WhatsApp caíram de 20,6% para 16,7%, enquanto o phishing recuou de 13,9% para 11,9% e o roubo de senha de 5,2% para 4%.
Os celulares permanecem como principal canal dos criminosos: 91,3% das tentativas de fraude ocorreram em dispositivos móveis, contra apenas 8,7% em computadores.
Embora 43,7% dos entrevistados não tenham sofrido perdas financeiras, os valores entre as vítimas continuam relevantes. Do total, 16,7% perderam entre R$ 50 e R$ 100, 22,2% tiveram prejuízos de R$ 500 a R$ 1 mil, 7,9% relataram perdas de R$ 1 mil a R$ 1.500 e 9,5% ultrapassaram R$ 2 mil.
O recorte por perfil mostra que consumidores de 55 anos ou mais são os mais visados, enquanto jovens de 18 a 24 anos e pessoas acima de 65 apresentam maior propensão a cair em golpes. Entre os que perderam mais de R$ 2 mil, todas as ocorrências se concentraram na faixa etária de 35 a 64 anos, que registra o maior volume de transações digitais.
A renda também influencia o risco. Entre os entrevistados com ganhos acima de R$ 10 mil mensais, 72% sofreram tentativas de fraude, embora a maioria não tenha sido vítima. Já na faixa de até R$ 1 mil, 83,3% acabaram caindo nos golpes. O grupo com melhor índice de resistência foi o de renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil: 68,8% conseguiram evitar a fraude.
“Os resultados da pesquisa mostram que as fraudes virtuais trazem prejuízos significativos não apenas para os consumidores, mas também para os lojistas, que arcam com as consequências desses crimes digitais”, afirma Oto Mendes, Head de Produtos Antifraude da Koin.
