A Inteligência Artificial Generativa (IA Gen) está remodelando o mercado de trabalho no Brasil e em diversos países ao redor do mundo. De acordo com estudo realizado pela consultoria LCA 4intelligence, com base em dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, aproximadamente 31,3 milhões de empregos no Brasil, cerca de 30,6% da força de trabalho, poderão ser afetados por essa tecnologia.
Profissões como analistas financeiros, desenvolvedores web, agentes de câmbio, operadores de dados e atendentes ou vendedores por telefone estão entre as mais suscetíveis a transformações.
“A Inteligência Artificial (IA) saiu do campo da ficção científica para se tornar uma das maiores aliadas da eficiência nos negócios. No entanto, apesar de seu enorme potencial, ela ainda é mal compreendida por grande parte dos empreendedores, o que pode gerar desperdício de recursos, decisões equivocadas e até riscos operacionais. Se usada com estratégia e responsabilidade, a IA pode ser uma poderosa ferramenta para aumentar a produtividade, reduzir custos e criar novas formas de receita”, explica Henrique Borges, VP executivo de vendas, marketing e novos negócios da Somos Young.
No caso dos analistas financeiros, a IA pode automatizar relatórios, previsões e análises de dados, reduzindo a carga de tarefas manuais e aumentando a assertividade nas decisões. Já desenvolvedores web enfrentam um cenário em que ferramentas inteligentes conseguem gerar trechos inteiros de código automaticamente, acelerando entregas e exigindo novos tipos de habilidades. Agentes de câmbio e operadores de dados também têm sido impactados por assistentes virtuais e automações que assumem rotinas de atendimento, suporte e processamento de informações.
“A IA é o braço operacional, mas não o cérebro do negócio. Em pequenas e médias empresas, ela pode assumir tarefas repetitivas e operacionais, liberando o time para focar no que realmente importa: estratégia, relacionamento e crescimento. Aplicada da forma correta, a IA pode ser uma aliada poderosa para os empreendedores”, reforça Borges.
Globalmente, países como Índia e Emirados Árabes Unidos já lideram na adoção da IA generativa, com taxas de utilização de 27% e 26%, respectivamente. O Brasil ocupa a terceira posição no ranking global de uso da tecnologia em ambientes corporativos. “Isso demonstra a receptividade das empresas brasileiras à inovação, mas também evidencia a necessidade urgente de investir em infraestrutura digital e em programas de requalificação da força de trabalho”, reforça Roma.
Além de transformar o mercado de trabalho, a IA generativa também impacta diretamente a performance de produtos digitais. Segundo Vitor Roma, CEO da keeggo, medir e otimizar o desempenho de plataformas digitais, aplicativos e serviços online torna-se fundamental na nova era da IA. “Performance de produto não é só sobre velocidade ou estabilidade; é sobre a experiência do usuário e a capacidade de adaptar soluções às necessidades em tempo real”, explica. “Num cenário em que a IA generativa personaliza e automatiza experiências, empresas que não monitoram e ajustam continuamente seus produtos digitais correm o risco de perder competitividade e relevância.”
O empresário reforça que a transição para a economia digital deve ser acompanhada de políticas públicas e iniciativas empresariais para mitigar impactos sociais, garantindo inclusão e equidade no acesso às novas oportunidades de trabalho. “O Brasil está em um ponto crucial: podemos nos tornar líderes em inovação se soubermos usar a IA para potencializar o capital humano e não substituí-lo. Nossa missão é ajudar empresas a trilhar esse caminho com responsabilidade e visão de futuro”.
“A evolução do mercado é implacável, e a capacidade de adaptação é crucial para a sobrevivência. A transformação digital não é mais o objetivo final, mas sim a base para alcançar performance. Ao focarmos na performance digital, garantimos que nossas ações geram resultados reais, entregam valor contínuo aos usuários e, principalmente, impulsionam a competitividade no mercado”, finaliza Roma.
