O avanço dos ataques de ransomware e o fortalecimento da aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) colocam a gestão de dados no centro das estratégias empresariais. Um levantamento da VULTUS Cybersecurity Ecosystem projeta que 48% das médias e grandes companhias brasileiras poderão sofrer ataques de alto impacto até 2028, acumulando prejuízos estimados em até R$ 2,2 trilhões no período.
A pesquisa avaliou 117 empresas de dez setores, entre eles financeiro, varejo, saúde, tecnologia e energia. O cálculo considera o custo médio de R$ 1,36 milhão por violação de dados no Brasil, conforme a IBM, e o total de 607 mil companhias médias e grandes registradas pela Econodata.
Os impactos não se limitam às perdas financeiras. A interrupção de operações críticas, o vazamento de informações sensíveis e os danos à reputação estão entre as consequências mais frequentes. Segundo especialistas da Globalsys, a forma como as organizações estruturam e protegem seus bancos de dados tem se tornado determinante para reduzir prejuízos e manter a continuidade dos negócios.
“Cuidar dos dados é cuidar da continuidade do negócio. Um banco de dados bem administrado garante segurança, desempenho e agilidade para reagir a incidentes que podem comprometer toda a operação”, afirmam analistas da Globalsys.
Medidas como o monitoramento em tempo real, a modernização de bases em plataformas como Oracle, SQL Server, PostgreSQL e MongoDB, e políticas consistentes de backup e recuperação têm se mostrado fundamentais para mitigar riscos e preservar informações estratégicas.
