A inadimplência no Brasil segue em escala ascendente e alcançou 72,17 milhões de consumidores, segundo levantamento da CNDL/SPC Brasil. O número, equivalente a quase metade da população adulta, evidencia a pressão sobre famílias, empresas e especialmente instituições financeiras, setor que concentra 66% das mais de 313 milhões de dívidas ativas no país, cujo tíquete médio ultrapassa R$ 4,8 mil.
Diante de um cenário de juros elevados, inflação persistente e renda comprimida, os modelos tradicionais de cobrança, baseados em listas e ações massificadas, vêm perdendo eficácia. Especialistas apontam que o próximo salto em eficiência virá de estratégias inteligentes, orientadas por comportamento, dados e personalização em escala, um terreno no qual a Inteligência Artificial Generativa passa a se destacar.
A AISphere, empresa que processa mais de 20 bilhões de dados de cobrança anualmente, acaba de lançar a plataforma Collective.AI, solução que utiliza uma arquitetura de agentes inteligentes para simular, em ambiente digital, as funções de um time completo de análise e tomada de decisão. Os agentes atuam de forma integrada, avaliando risco, perfil de pagamento, timing ideal e impacto de cada ação, permitindo que equipes de recuperação ajustem estratégias de forma contínua e com mais previsibilidade.
Segundo a empresa, a nova abordagem responde a uma das dores mais críticas do setor: combinar escala, personalização e custo, sem abrir mão da conformidade regulatória.
“Uma das maneiras mais eficientes de recuperar créditos hoje é trabalhar a estratégia, não o volume. Nós escolhemos fazer isso com AI Generativa. Nosso objetivo é ajudar o setor financeiro a tomar decisões mais rápidas, assertivas e éticas, preservando governança e ampliando a capacidade de negociação com consumidores endividados”, afirma Gabriel Camargo, CEO e fundador da AISphere.
Para um país que acumula índices recordes de endividamento e no qual 59% dos negativados ganham até dois salários mínimos, soluções que aprimoram processos de análise e priorização podem representar um diferencial competitivo para bancos, fintechs e gestoras de crédito. Com a novidade, a empresa espera administrar uma carteira de R$5 bilhões, acelerando a recuperação das dívidas às financeiras e reinserindo milhões de brasileiros ao sistema financeiro.
